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Medicina nuclear
Por Agência Noticenter   
11 de outubro de 2008

Para se tornar referência nacional em diagnóstico médico, a Cintilus, clínica de medicina nuclear do hospital Santa Catarina de Blumenau, vem investindo fortemente em tecnologia e inovação. “Somos a clínica de medicina nuclear mais moderna da região de Blumenau e também uma das mais do sul do país. Nossa equipe profissional é altamente gabaritada e composta por médicos, enfermeiras, tecnólogos e recepcionistas treinadas especialmente para este serviço. Possuímos hoje, a máquina cintilográfica mais moderna de Santa Catarina usada para os exames. Isso nos permite garantir melhores resultados e qualidade na execução dos serviços aos pacientes”, destaca o diretor responsável da clínica e médico nuclear, Thércio Rocha.

 












Thércio Rocha, diretor responsável pela Cintilus: clínica de medicina nuclear é a mais moderna da região de Blumenau

   
 
   Máquina cintilográfica é a mais moderna do Estado
   
 
Sobre a Medicina Nuclear

Utilizada no Brasil há mais de 50 anos, a medicina nu-clear é uma especialidade médica que usa mínimas quantidades de substâncias radioativas ou "traçadores" para diagnosticar ou tratar certas doenças. Esses traçadores, chamados radiofármacos, são “atraídos” por órgãos ou tecidos específicos cuja função se quer estudar e não provocam reações adversas no paciente.

Os exames de medicina nuclear ajudam a estudar o funcionamento ou danos fisiológicos em diferentes órgãos e tecidos do corpo humano. É possível realizar uma média de 90 tipos diferentes de exames, que incluem, por exemplo, análises de como está o cora-ção, cérebro, tireóide, rins, fígado e pulmões, avalia-ções de doenças nos ossos, além do diagnóstico de tumores nos principais órgãos do corpo. Ele ainda pode auxiliar no tratamento de algumas doenças, tendo aplicação terapêutica em terapias de hipertireodismo, câncer de tireóide e dor óssea provocada por certos tipos de câncer.

“Uma das principais vantagens em se optar por fazer um exame da medicina nuclear é que ele é capaz de detectar algumas doenças mais precocemente em relação a outros exames de imagem tradicionais, ex-plica Thércio Rocha. “Esse tipo de especialidade da medicina estuda o funcionamento das células de determinado órgão ou tecido do corpo humano, ao contrário dos exames comuns que estudam a parte externa (anatomia) do corpo humano. Em muitos ca-sos, o paciente pode estar com uma doença ainda no estágio inicial e só através de uma análise mais profun-da será possível diagnosticar o que está acontecendo. Isso faz com que o paciente possa começar o trata-mento clínico ou cirúrgico antes que apareçam, por exemplo, danos externos”, complementa.

Rompendo tabus

Tão antiga quanto os Raios-X, a medicina nucelar existe há pelo menos 100 anos, mas só nas últimas décadas, com o avanço da tecnologia, é que ela vem ganhando cada vez mais espaço e se aliando à medi-cina no diagnóstico e tratamento de doenças, além de guiar cirurgias em que a precisão é fundamental. “Anti-gamente muitas pessoas levavam um susto quando o médico solicitava algum exame relacionado à medicina nuclear. Várias perguntas surgiam associadas a ma-teriais radioativos, perigo de contaminação e outras idéias equivocadas”, diz o médico nuclear.

“Nos últimos tempos esse conceito vem sendo desmis-tificado”, afirma. “Ao contrário do que se possa pensar, a conhecida cintilografia é uma grande aliada da me-dicina que através de exames extremamente precisos pode fazer uma grande diferença no tratamento. Esta especialidade utiliza-se de métodos seguros, pratica-mente indolores e de relativamente baixo custo para fornecer informações que outros exames não conse-guiriam”, explica.

A medicina nuclear está em franca expansão. Com a redução no custo dos materiais e equipamentos usa-dos, e o deslocamento das clínicas especializadas dos grandes centros urbanos para o interior, a medicina nuclear trilha um novo caminho. “Temos um longo caminho a percorrer num tempo em que a cada dia surgem novas descobertas referentes ao DNA. Hoje trabalhamos com a célula, mas num futuro muito pró-ximo à nossa realidade local, iremos trabalhar com o seu núcleo e as substâncias produzidas ou influen-ciadas por ele, conseguindo assim diagnósticos e tratamentos ainda mais precisos e precoces,” vislumbra Thércio.

   
 

LINHA DIRETA
Visite o site da Cintilus
(47) 3231-0210

   

Em menos de um ano de atuação no mercado a Cintilus já tem muito o que comemorar. Com um crescimento mensal de 20%, a clínica realiza em média 110 exames por mês, o que é considerado um volume alto na visão de Thércio Rocha. “Para uma clínica que tem menos de um ano de funcionamento e com o número reduzido de planos de saúdes credenciados esses números são muito expressivos”, afirma, em entrevista ao Noticenter.

“Atualmente possuímos acordo de reembolso apenas com a Unimed de Blumenau, mas estamos para fechar um contrato com todas as redes da Unimed até início de 2009. Com isso, poderemos atender mais pacientes de outras regiões, sem o incômodo de ter que avaliar reembolso ou outras burocracias hoje ainda freqüentes. Através dessa parceria nossa projeção é de aumentar para mais de 400 o número de exames mensais”, conta.

O foco principal da clínica são pacientes da região do Vale do Itajaí e litoral norte de Santa Catarina, mas há também procura por pessoas de cidades como Chapecó, Lages, Florianópolis e dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

NOVOS INVESTIMENTOS

Em parceria com o Hospital Santa Catarina, a Cintilus planeja construir em breve o primeiro quarto terapêutico na região de Blumenau. “Em Santa Catarina esse tipo de quarto existe apenas em Joinville e Florianópolis. Há muita procura por parte dos pacientes para fazer a terapia, mas o problema é que faltam leitos”, diz o médico nuclear. “Este quarto é usado para o tratamento de alguns tipos de neoplasias, principalmente câncer de tireóide, e tumores pediátricos (o paciente precisa ficar internado de um a cinco dias em isolamento)”, explica.

Outro ponto positivo da instalação do quarto terapêutico é a redução de doenças. “Se o problema for combatido a tempo as chances da doença evoluir diminuem consideravelmente”, afirma Thércio. O Hospital fornecerá o local para a instalação do quarto terapêutico e a Cintilus cuidará da parte estrutural do leito.

INFRA-ESTRUTURA

A Cintilus dispõe de uma estrutura de doze salas em uma área de 150 metros quadrados: sala de recepção, laboratório, sala de injeção (local onde os pacientes recebem as substâncias radioativas), sala de pacientes injetados (lugar onde os pacientes injetados ficam antes, durante, e após a realização dos exames), consultório médico, setor de cardiologia (são feitos os exames cardíacos), sala de exames, sala de comando, enfermaria, expurgo e DML. Todos os ambientes são climatizados e as portas são revestidas de chumbo para evitar o contato de outras pessoas em locais onde há substâncias radioativas.

Um dos diferenciais da clínica está na parte tecnológica. "A Cintilus possui uma máquina com design diferenciado em relação aos equipamentos mais antigos, garantindo assim melhores exames, alta qualidade em imagens, diagnóstico mais preciso e, sobretudo, maior conforto ao paciente”, destaca Thércio Rocha.
O aparelho possui dois detectores de radiação digitalizados – a maioria das máquinas tem apenas um detector, que transformam a radiação presente no corpo da pessoa em imagens para um computador. “Outro grande diferencial da máquina é a redução do tempo de exame. Os exames tradicionais duram em média 40 minutos, já com esse equipamento o tempo cai para 12 minutos”, informa.

A clínica conta ainda com uma máquina chamada PROBE que é usada em cirurgias radioguiadas. “Nesse tipo de cirurgia o PROBE ajuda a identificar em que local do corpo humano está o “tumor” do paciente. O líquido radioativo é injetado antes da cirurgia e em poucos minutos já podemos ver a alteração, e durante a o ato cirúrgico,  investigamos, identificamos e retiramos o que havia sido apenas visto pelas imagens”, explica.

A Cintilus possui certificado da vigilância sanitária e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – requisitos obrigatórios para o funcionamento de clínicas de medicina nuclear no Brasil. “Geralmente o certificado da CNEN precisa ser renovado anualmente, mas a Cintilus já conseguiu para até o ano de 2010. Isso demonstra que estamos de acordo com todas as leis nacionais e internacionais. Também possuímos médico nuclear com título e certificado em medicina nuclear, que é outro quesito importante solicitado pelos órgãos fiscalizadores e pela população, e que permite a empresa poder comprar e manipular substâncias radioativas”, diz.

SERVIÇOS

A Cintilus atua no diagnóstico, tratamento e procedimentos através da medicina nuclear, sendo mais de 90 os diferentes tipos de exames que podem ser feitos. Os principais, segundo o diretor responsável, são exames cardíacos, ortopédicos, oncológicos e renais. “O exame mais procurado aqui na Cintilus é o cardíaco e o oncológico”, conta Thércio.

Quanto ao tratamento radioisotópico, são feitas terapias contra câncer tireóide, tumores pediátricos, doenças tireodianas, dores ósseas, entre outras. “Nesses casos é administrado o material radioativo, e o paciente ficará internado, se preciso for, durante o período de um a cinco dias, determinados pelo médico nuclear. O tratamento “elimina as substâncias malignas” que ficaram na pessoa mesmo após a cirurgia”, explica. Os procedimentos cirúrgicos com o PROBE são utilizados na maioria das vezes em pacientes com câncer de pele, de mama, doenças ortopédicas e com alguns tipos de tumores.

COMO É FEITO OS EXAMES

Os exames de medicina nuclear são seguros e praticamente indolores: uma pequena quantidade de uma substância radioativa é administrada ao paciente por via intravenosa, oral, ou por inalação. Estas substâncias têm como alvo tecidos ou órgãos, como ossos, coração e pele. A quantidade de material radioativo usado é medido especificamente para cada caso e pessoa. Esse material é composto de soro fisiológico, fármaco (substância não-radioativa específica para cada região do corpo da pessoa a ser analisada), e pelo isótopo radioativo. O soro não provoca reação alérgica e não contém iodo. Ao juntar as três substâncias dá-se origem ao radiofármaco.

Após ter recebido o radiofármaco, o paciente é encaminhado para a máquina de cintilografia que obterá suas imagens através de um tipo especial de câmara (Gama-Câmara).  “Este equipamento possui detectores especiais que podem captar pequenas quantidades de radiação localizadas dentro do corpo, e transformá-la em imagem, fornecendo informações que serão avaliadas e “traduzidas” em forma de laudo pelo médico nuclear”, explica Dr. Thércio. Depois do exame, a substância é eliminada do organismo principalmente pela urina, não provocando reações adversas freqüentemente referidas, como sonolência, inchaços e alergias.

QUADRO PROFISSIONAL

O quadro de profissionais da Cintilus é composto por cinco colaboradores diretos. Há um médico nuclear (diretor responsável-técnico), uma tecnóloga/bióloga, técnica de enfermagem, assistente administrativa e comercial, e uma auxiliar de serviços gerais. Também fazem parte como colaboradores indiretos, cardiologistas que trabalham na Unicardio localizada no Hospital Santa Catarina. Eles são responsáveis pela realização da etapa do estresse cardíaco (teste ergométrico ou farmacológico) nos exame cardiovasculares feitos na Cintilus.

O diretor responsável pela Cintilus, Thércio Souza Rocha é médico nuclear especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, com formação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, além de ter feito especialização e experiências em equipamentos e em técnicas modernas mundialmente, como PET/CT e terapias moleculares. Já trabalhou em conceituadas instituições nacionais e internacionais, como o Hospital das Clínicas da Unicamp, Hospital do Coração (HCOR), Incor, na Universidade de São Paulo (USP), Hospital do Câncer (AC Camargo), e Hospital Sírio-Libanês – todos no estado de São Paulo -  e na Clínica Diagnoson e Hospital São Raphael em Salvador  (BA),  referência de excelência em medicina nuclear no Nordeste.

A tecnóloga Fabiana Bianchini é formada em Biologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e possui mestrado dissertado na mesma Universidade. Já fez vários cursos e trabalhos científicos nacionais e internacionais na área de tecnologia em medicina nuclear. Possui vasta experiência no setor tendo trabalhado durante 15 anos na Unicamp e outras instituições paulistas como coordenadora e instrutora.

“Aqui na clínica incentivamos o constante crescimento pessoal e profissional dos funcionários. Quase todos os colaboradores possuem curso superior e alguns estão finalizando a especialização em áreas administrativas, como MBA em Gestão Empresarial e de Negócios. Além disso, eles participam periodicamente de treinamentos e trabalhos científicos”, diz Thércio Rocha.

 
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