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Credenciamento de novas instituições no trabalho de busca de órgãos e de transplantes e a capacitação de mais de 500 profissionais são apontados como os principais fatores do sucesso. Hoje, Estado realiza nove tipos diferentes de procedimentos na área.
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Thiago Floriano
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Em 2009, o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, transplantou 171 órgãos, um crescimento de 14% |
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Fila de espera chega a 1,8 mil pessoas Atualmente, 1.305 pessoas aguardam por um transplante de córnea em Santa Catarina. Outras 500 esperam por transplantes de outros órgãos e tecidos. Para reduzir o tempo de espera por um transplante de córnea, a Secretaria de Estado da Saúde lançou o programa Fila Zero Córnea, que estabelece várias frentes de ação para que, até o fim deste ano, a fila esteja zerada. Dentre as ações do programa estão a necessidade de elevar o número de doações de córnea, credenciar novos bancos de tecido ocular e equipes de transplante, com o compromisso contratual de realizar os procedimentos pelo SUS e promover a revisão do grau de dificuldade visual de todos os pacientes em lista, reordenando-os segundo a gravidade do caso. |
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CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS EM 2009*
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Pos.
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Estado**
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Nº
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pmp/ano
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1
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Santa Catarina
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120
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19,8
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2
|
São Paulo
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705
|
16,9
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3
|
Distrito Federal
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29
|
11,9
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4
|
Rio Grande do Sul
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126
|
11,3
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5
|
Ceará
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94
|
11,2
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6
|
Espírito Santo
|
38
|
10,8
|
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7
|
Paraná
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91
|
8,6
|
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8
|
Pernambuco
|
70
|
8,1
|
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9
|
Minas Gerais
|
149
|
7,5
|
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10
|
Acre
|
4
|
5,9
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11
|
Goiás
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29
|
4,9
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12
|
Rio de Janeiro
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69
|
4,4
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13
|
Mato Grosso do Sul
|
10
|
4,3
|
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14
|
Sergipe
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8
|
3,9
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15
|
Bahia
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53
|
3,8
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16
|
Paraíba
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11
|
3,0
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17
|
Rio Grande do Norte
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8
|
2,6
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18
|
Mato Grosso
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7
|
2,4
|
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19
|
Piauí
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7
|
2,3
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20
|
Maranhão
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14
|
2,2
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21
|
Pará
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12
|
1,6
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22
|
Alagoas
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4
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1,3
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| * Não considerando potenciais doadores e não doadores, apenas doadores efetivos |
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**Os estados do Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins não realizam captação de órgãos
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Fonte: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)
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Santa Catarina atingiu em 2009 a marca de 19,8 doadores de órgãos e tecidos por milhão de população (pmp). Além de bater seu próprio recorde na área, consolidou sua posição de líder nacional em doações efetivas de órgãos, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Hoje o Estado realiza transplantes de córnea, coração, válvula cardíaca, pâncreas, rim, fígado, osso, esclera ocular e medula óssea.
A liderança catarinense já vem de 2007, quando, naquele ano, atingiu a marca de 14,8 doadores de órgãos e tecidos pmp. Desde então, os índices vêm crescendo tanto no Estado quanto em todo o país. Apesar disso, a média nacional, embora o número de transplantes realizados no Brasil (com doador falecido) tenha subido 26% em 2009, fica abaixo da catarinense, com 8,7 doadores pmp/ano.
Também é em Santa Catarina onde se realiza o maior número de transplantes de fígado e rins com doadores falecidos por ano, proporcionalmente à sua população. “Isso representa uma economia em escala com reflexo em várias áreas, já que, além de ter muito mais qualidade de vida, quem recebe um órgão automaticamente desafoga outros serviços de saúde, como o de diálise”, considera o coordenador da SC Transplantes, Joel de Andrade.
A maioria dos transplantes é realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento, mesmo sendo realizado em clínicas particulares ou hospitais filantrópicos, é gerenciado pela SC Transplantes. Uma das principais referências na área é o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, único no Estado que realiza transplantes de fígado e pâncreas – também trabalha com transplantes de rins e coração.
Em 2009, o Hospital Santa Isabel transplantou 171 órgãos, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior. Foram 97 transplantes hepáticos, 68 renais e seis de pâncreas que beneficiaram mais de cem pessoas. Em números absolutos, os transplantes de fígado se consolidaram na primeira colocação. Proporcionalmente, no entanto, o maior crescimento foi de transplantes pancreáticos, que aumentaram em 50%. O número de transplantes de rins também subiu, com acréscimo de 26% no período.
CONDIÇÃO É FRUTO DE INVESTIMENTOS
Não é por acaso que Santa Catarina é referência nacional na área de transplantes. Para atingir esse patamar, a SC Transplantes investiu em uma série de ações nos últimos anos. O credenciamento de novas instituições no trabalho de busca ativa de órgãos e de transplantes (as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes) e a capacitação de mais de 500 profissionais que atuam nestas comissões foram algumas delas. São eles os responsáveis pela “ponte” entre potenciais doadores e toda a estrutura necessária para concretizar o procedimento, que pode levar até 18 horas.
Um dos cursos oferecidos aos integrantes das comissões de transplantes é o de Comunicação de Más Notícias, já que a forma com que o diálogo é estabelecido faz diferença significativa na decisão da família pela doação ou não de órgãos para transplantes. “É importante que os médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros compreendam os aspectos não-verbais envolvidos em uma relação como esta. Em um momento de luto, chega a ser mais importante ouvir do que falar. Essa abordagem à família, quando feita corretamente, tem efeito terapêutico, pois ajuda a aliviar o choque da dor nessa hora, explica Joel de Andrade.
Matéria publicada em 03/03/2010 |